quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Água em pó - pode tornar a seca um problema do passado

'Água em pó' pode tornar a seca um problema do passado
Matt McGrath
Repórter de meio ambiente da BBC News
Atualizado em  19 de agosto, 2013 - 19:09 (Brasília) 22:09 GMT

Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do produto, segundo fabricantes
Enquanto a ONU afirma que a maior parte da água usada no planeta vai para a irrigação, pesquisadores estão desenvolvendo uma série de ideias para fazer render mais a água utilizada na agricultura.
Nas últimas semanas, muitos se empolgaram com um produto que afirmam ter potencial para superar o desafio global de se cultivar em condições áridas.
·         Ciência
Denominado "Chuva Sólida", ele é um pó capaz de absorver enormes quantidades de água e ir liberando o líquido aos poucos, para que as plantas possam sobreviver em meio a uma seca.
Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do material, que é um tipo de polímero absorvente orginalmente criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Nos anos 1970, o USDA desenvolveu um produto superabsorvente feito de um tipo de goma. Ele foi usado principalmente na fabricação de fraldas.
Potencial
Mas um engenheiro químico mexicano chamado Sérgio Jesus Rico Velasco via no produto um potencial que ia além de deixar bebês sequinhos.
Ele então desenvolveu e patenteou uma versão diferente da fórmula, que pode ser misturada com o solo para reter a água.
O engenheiro vem vendendo a "Chuva Sólida" no México há cerca de 10 anos. Sua empresa afirma que o governo mexicano testou o produto e concluiu que a colheita poderia ser ampliada em 300% quando ele era misturado ao solo.
Segundo Edwin González, vice-presidente da empresa Chuva Sólida, o produto agora vem atraindo um interesse cada vez maior, já que crescem os temores por falta de água.
"Ele funciona encapsulando água e pode durar 8 a 10 anos no solo, dependendo da qualidade da água. Se você usar água pura, ele dura mais."
A empresa recomenda usar cerca de 50 quilos do produto por hectare (10 mil metros quadrados), mas essa quantia custa cerca de US$ 1.500 (o equivalente a R$ 3.500).
"Não há evidência científica que sugira que ele [o produto 'Chuva Sólida'] armazene água por um ano."
Professora Linda Chalker-Scott, da Universidade do Estado de Washington
Segundo Gonzalez, a "Chuva Sólida" é natural e não prejudica o solo, mesmo após ser usada por vários anos. Ele afirma que o produto não é tóxico e que, ao se desintegrar, o pó se torna parte das plantas.
'Sem evidências'
No entanto, nem todos estão convencidos de que a "Chuva Sólida" é uma solução válida para o problema da seca.
A professora Linda Chalker-Scott, da Universidade do Estado de Washington, afirma que esses produtos não são novidade. "E não há evidência científica que sugira que eles armazem água por um ano.", disse ela à BBC.
"Outro problema prático é que esse gel pode também causar problemas. Isso porque à medida que eles secam, ele vai sugando a água ao redor dele mais vigoorosamente. E assim ele desvia a água que iria para a raiz das plantas."
Segundo ela, usar adubo de lascas de madeira produz o mesmo efeito e é significantemente mais barato.
González, no entanto, tem uma opinião diferente: "Os outros concorrentes não duram três ou quatro anos. Os únicos que duram tanto são os que usam sódio em suas formulas, mas eles não absorvem tanto."
Apesar do fato de que a ciência ainda não estar totalmente confiante nos benefícios de produtos como esse, González afirma que sua empresa recebeu milhares de pedidos vindos de locais áridos, inluindo Índia e Austrália. Ele também recebeu encomendas da Grã-Bretanha, onde secas não chegam a ser um problema


domingo, 11 de agosto de 2013

Pequena ilha da Indonésia é evacuada após erupção de vulcão

Os serviços de emergência retiravam neste domingo uma parte dos habitantes de uma pequena ilha do leste da Indonésia, onde uma erupção vulcânica causou a morte de seis pessoas.
O Monte Rokatenda, na pequena ilha de Palue, seguia expulsando neste domingo colunas de cinzas de até 600 metros de altura.
"A atividade segue alta e com níveis perigosos. Até o momento não há nenhum sinal de que vá diminuir", declarou à AFP Surono, um funcionário da agência de vulcanologia da Indonésia.
No sábado, o vulcão lançou pedras e uma torrente de lava, matando três adultos e três crianças.
Os serviços de emergência multiplicaram seus esforços para evacuar cerca de 2.000 pessoas que vivem perto do vulcão, indicou à AFP Eduardus Desa Pante, um dos responsáveis pela operação.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Tunísia

Governo da Tunísia diz que manifestações perturbam luta antiterror

A multiplicação de manifestações na Tunísia perturba a luta contra o terrorismo, declarou o primeiro-ministro Ali Larayedh, em um discurso ante a Assembleia Nacional Constituinte (ANC).
A declaração de Larayedh acontece horas antes de uma grande manifestação prevista pela oposição.
"A multiplicação de manifestações e protestos perturba os agentes das forças de segurança, obrigados a permanecer nas ruas quando tinham de estar participando em operações de luta contra o terrorismo", afirmou Larayedh.
Opositores e partidários do governo multiplicam nos últimos dias as manifestações desde o assassinato, em 25 de julho, do deputado Mohamed Brahmi.
A oposição pede a renúncia do governo dirigido pelo partido islamita Ennahda e a dissolução da ANC.
Na noite desta terça, a coalizão de partidos opositores organiza uma grande manifestação para obter a renúncia do governo, ao completar seis meses do assassinato de outro dirigente opositor, Chokri Belaid, morto por disparos.
A poderosa central sindical tunisiana UGTT, que conta com 500.000 afiliados e é favorável à renúncia do governo, convocou a manifestação, apesar de ser contra a dissolução da ANC.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Primeira viagem só de ida para Marte - Candidatos?

Mars-One faz encontro de possíveis moradores de Marte

Organização realiza o primeiro evento com candidatos a colonizadores do Planeta Vermelho. Já há 78 mil voluntários para a viagem, que não tem volta
por Redação Galileu

Bas Lansdorp comanda a apresentação do plano da Mars-One acompanhado de Robert Zubrin, presidente e fundador da Mars Society por Skype (Foto: AFP / Fabienne Faur)
Mars-One, organização filantrópica que pretende iniciar a colonização de Marte, organizou, neste sábado, 3, um encontro entre 40 de seus voluntários à viagem só de ida para o Planeta Vermelho. O evento aconteceu na Universidade George Washington, na capital dos EUA, com a presença de pretendentes norte-americanos e canadenses.
Quem comandou a apresentação do plano de viagem foi Bas Lansdorp, CEO e fundador da Mars-One. A ideia é estabelecer uma base permanente no planeta, sem chance de volta para casa. Se tudo der certo e os US$ 6 bilhões forem levantados, a missão deve partir em 2022 - a viagem dura 7 meses e só deve pousar no ano seguinte.
A priori, serão quatro escolhidos que comporão a primeira leva. Segundo os planos da Mars-One, novas tripulações serão mandadas a cada dois anos. A organização ainda não dispõe dos recursos para financiar a missão, por isso estão sendo feitas doações para bater o orçamento.
Apesar do ambiente hostil - pouco oxigênio e temperaturas médias de 63ºC - já são mais de 78 mil candidatos para a missão, de todas as nacionalidades. Sobre abandonar tudo para começar uma nova vida em Marte, Lansdorp é curto e grosso: “Muitas pessoas deram adeus a suas famílias para sempre e foram viver em outro lugar. É parte do que os humanos fazem. Acredito que Marte seja só um passo além nesse sentido”.

Tubulação de esgoto nas praias brasileiras

EMISSÁRIO SUBMARINO - 6º ano (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)
É este instrumento de eliminação de dejetos humanos e industriais são "jogados" quase que in natura nas nossas praias maravilhosas inclusive do Rio de Janeiro. "É estamos nadando em esgoto", disse um morador que procura praias mais distantes do centro. Pesquise mais um pouco ou veja nesta postagem. 
Emissário submarino ("marine outfall" em inglês) é uma tubulação utilizada para lançamento de esgotos sanitários ou industriais no mar, aproveitando-se a elevada capacidade de auto-depuração das águas marinhas que promovem a diluição, a dispersão e o decaimento de cargas poluentes a elas lançadas. Atualmente, os emissários submarinos são considerados complementares e integrados aos sistemas de tratamento e disposição de esgotos sanitários das cidades litorâneas. A emissão de dejetos líquidos no ambiente foi regulamentada pelo Protocolo de Annapolis da mesma forma que a emissão de gases foi regulamentada pelo Protocolo de Quioto.
O seu funcionamento é extremamente simples e eficiente no tratamento dos esgotos. Geralmente é precedido por um interceptor de esgotos e por um emissário terrestre.
O primeiro emissário do mundo foi construído em 1910 em Santa Mônica (Califórnia).
maior emissário do mundo foi construído em Boston, EUA, com os seguintes dados principais:
Profundidade de descarga38,50 m
Diluição inicial mínima100:1
Shaft vertical38,48 m
Túnel horizontal13.200 m
Número de orifícios difusores440
Diâmetro do emissário7,32 m
Vazão de projeto54,76 m³/s.
No Brasil, existem algumas dezenas de emissários submarinos e sub-fluviais, entre os quais os de Ipanema, Barra da Tijuca e Rio das Ostras, no Estado do Rio de Janeiro, o de Fortaleza,Ceará, e os dois de Maceió em Alagoas, Aracaju (Sergipe), Salvador (Bahia) e Guarujá, Santos, São Vicente e Praia Grande, em São Paulo.
O primeiro emissário submarino projetado no Brasil foi o da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, em 1970, com um diâmetro da tubulação de 2,40 metros e com uma vazão de projeto igual a 12m³/s. Este emissário contou, entre os projetistas, com Russel Ludwig e Fernando Botafogo Gonçalves.
Saturnino de Brito Filho, em 1972, junto com o engenheiro sanitarista Jorge Paes Rios, projetaram e construíram o primeiro emissário sub-fluvial do Brasil em Manaus, no estado do Amazonas, e o segundo em Belém, no estado do Pará.
Para o cálculo da diluição, da dispersão e do decaimento bacteriano ou químico são utilizados, normalmente modelos matemáticos e, eventualmente, em lançamentos de efluentes industriais, com grandes vazões, como o de uma usina nuclear, também modelos físicos.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vídeo sobre as areais do Saara

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=F3Q8Sh2AjPo&t=0

Areias do Saara atravessam o Oceano Atlântico e chega as Américas



O fenômeno da areia do deserto do Saara, no norte da África atravessar o Atlântico alcançando a América do Sul não é incomun. Isto já foi observado outras vezes, mas não é qualquer tempestade de areia no Saara que se espalha por distâncias tão grandes  É preciso que a circulação dos ventos na alta e média atmosfera esteja favorável.
Um experimento realizado por pesquisadores brasileiros, americanos e alemães, entre fevereiro e março de 2008, coletou amostras de ar sobre a floresta amazônica, na parte preservada da floresta, a 60 km ao norte de Manaus. Este ar com poeira foi colocado numa aparelhagem especial para simular o crescimento das grandes nuvens convectivas, típicas da floresta amazônica, responsáveis pela maior quantidade de chuva que cai sobre região. Estas grandes nuvens convectivas (formadas pelo processo natural de convecção, associado ao calor e a alta umidade do ar) alcançam uma extensão média de 15 e 18 km, entre sua base e o topo, onde se formam os núcleos de gelo, com temperaturas que podem chegar aos 70°C  negativos. A análise química das amostras de ar colhidas na região próxima a Manaus comprovou a presença e a concentração de elementos químicos como alumínio, ferro, silício e manganês semelhantes a da poeira do deserto do Saara.  
Uma das principais conclusões do estudo foi que esta poeira parece ter um papel fundamental para formação dos núcleos de gelo nas grandes nuvens convectivas que crescem sobre a  floresta amazônica, no período mais chuvoso.  Os grãos de areia atuam como uma plataforma de depósito do gelo, facilitando a agregação e posteriormente o aumento dos núcleos de gelo dentro das nuvens.  No fim da história, a poeira saariana nas nuvens amazônicas colabora, e muito, para a chuvarada que cai por lá.
Leia a matéria sobre este estudo, publicada na Revista FAPESP, do qual o pesquisador da Universidade de São Paulo Paulo Artaxo foi um dos autores.

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Esse post foi publicado de segunda-feira, 14 de junho de 2010 às 0:55, e arquivado em Nacional
Última modificação: segunda-feira, 14 de junho de 2010 às 1:18